CEDECA Sapopemba na luta contra o Genocídio da Juventude Negra!

Motivos não nos faltam!

A partir do seu Plano de Trabalho Político-Pedagógico bienal, o CEDECA “Monica Paião Trevisan” decidiu por priorizar seus esforços no enfrentamento do genocídio da juventude negra com foco na região de Sapopemba. Como entidade defensora dos direitos humanos da criança e do adolescente, entendemos que tal fenômeno alcança todos os adolescentes e jovens que vivem em situação de pobreza, mas impacta também toda a comunidade na medida que subtrai das mulheres que são mães, irmãs e companheiras dos adolescentes e jovens assassinados, o poder de iniciativa e de protagonismo que são elementos fundamentais em qualquer processo de transformação social.
#CedecaSapopemba #Cedeca25nos
#ContraoGenocídiodaJuventudeNegra

Acesse a PESQUISA “Juventude e violência no município de São Paulo” (UFScar): LINK https://goo.gl/Bi7hTb

Pesquisa revela que 43% das pessoas mortas pela polícia são jovens, maioria negros: https://goo.gl/CfdgkE

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) divulgou no início do ano a pesquisa inédita “Juventude e violência no município de São Paulo”, sobre mortes causadas por ação policial na cidade. Em 2014, 43% do total de homicídios cometidos pela polícia eram de jovens entre 15 e 19 anos.
Metade das mortes cometidas por policias se concentrou em 14 distritos da cidade, com maior incidência no Jardim São Luis, Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista e SAPOPEMBA.

Suspeito padrão, vítima padrão: jovens são principais atingidos por violência policial em SP: https://goo.gl/9E81Up

Em 2014, dos 96 distritos da Capital, 71 tiveram mortes registradas por ação policial. No entanto, 14 desses distritos concentram 50% dos 341 assassinatos . São regiões periféricas como SAPOPEMBA (zona leste) e Jardim São Luís (zona sul).

“No imaginário policial existe um perfil do suspeito padrão que tem cor, território, idade e classe social definida. E o policiamento acaba sendo ostensivo e focalizado nesse grupo, causando mais conflitos e mais mortes. Isso falando do resultado mais extremo, o homicídio, ou seja, não contamos os feridos, os encarcerados, os abordados constantemente”, analisa Giane Silvestre, do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos (Gevac), da Universidade Federal de São Carlos (UFScar).

Mapa dos homicídios policiais em São Paulo:
https://goo.gl/Bzoeux

Boletins de ocorrências divulgados pelo Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo apontam que 73% dos mortos em decorrência de suposta oposição à intervenção policial no município de São Paulo, entre 1º de junho de 2015 e 31 de maio de 2016, são pardos ou pretos. Nos 326 boletins registrados, ainda constam a idade de 247 pessoas mortas. Conforme os BOs, 45% das vítimas na capital paulista têm entre 18 e 24 anos. Dos 338 mortos, 336 eram homens.

Ainda de acordo com os dados, tais ocorrem, em sua imensa maioria, nas periferias da cidade. Os seis bairros que atingiram ou ultrapassaram o número de 10 óbitos do tipo nesse período de um ano são todos periféricos. Itaim Paulista está em primeiro, com 15 mortes; em segundo, Itaquera, com 14; seguido por Cachoeirinha, com 13; e Brasilândia, Jardim Angela e SAPOPEMBA, com 10 mortes em cada bairro.

Fonte: Facebook

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